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21/08/2018



ÍNDICE

Descarte de medicamentos no Brasil

Sabemos que, para tratar e curar doenças, é necessário utilizar medicamentos. Porém, muitas vezes, os medicamentos não são consumidos por completo e é importante saber como e onde descartá- los.1 Afinal, no Brasil são descartados de 5 mil a 34 mil toneladas de medicamentos anualmente.2

Prejuízos ao meio ambiente

O descarte incorreto de medicamentos expõe o meio ambiente a diversas substâncias que acabam contaminando os seres vivos por meio da água, do solo e do ar, afetando a saúde das pessoas.3




Contaminação dos recursos hídricos2,4

Segundo a Brasil Health Service (BHS), cada quilo de medicamento descartado de forma inadequada pode contaminar até 450 mil litros de água.

Estima-se que, de 2014 a 2018, as cidades brasileiras foram capazes de gerar até 5,8 mil toneladas de resíduos de fármacos. Em consequência disso temos 2.610.000 de litros de água contaminada atualmente.

Com esses dados, estima-se que 6% da população brasileira está consumindo água contaminada por medicamentos todos os dias. Parece pouco? Pois saiba que esse número representa 12.550.242 brasileiros.




Contaminação do solo

Os restos dos medicamentos descartados incorretamente podem ser de difícil decomposição quando depositados no solo.1,5,6 Cada remédio afeta o ambiente de maneira diferente, seja por contaminação dos seres vivos, alteração no desenvolvimento de plantas ou metabolização e incorporação pelos animais.5



Prejuízos aos seres vivos1,5,6

  • • Hormônios: afetam o sistema reprodutivo de organismos e animais aquáticos e terrestres.
  • • Anti-inflamatórios: aumento da mortalidade de organismos e seres vivos.
  • • Antidepressivos: alterações de comportamento de animais.
  • • Antibióticos: resistência de microrganismos à essas substâncias.
  • • Imunossupressores e oncológicos: mutação em organismos e animais aquáticos e terrestres.

Medicamentos mais descartados no meio ambiente6




Impacto na saúde das pessoas

O descarte inadequado de medicamentos é classificado como uma das principais causas de intoxicação por medicamentos. Esses resíduos afetam a saúde das pessoas de forma direta (contato com os resíduos por toque da pele) ou indireta (por meio do ar e de alimentos contaminados).1,7



Proteja sua saúde e a do planeta

Da próxima vez que for jogar algum remédio fora lembre-se que existem locais adequados onde você pode levar seus medicamentos. Verificar periodicamente sua “farmacinha doméstica”, separar os remédios que não vai mais usar e levá-los até um posto de coleta. Com essas atitudes simples você estará fazendo um grande bem para a sua saúde, das pessoas e do planeta!




Referências bibliográficas:
1. Kalinke A. C.; Junior M. Descarte de medicamentos: situação atual, impactos e conhecimento da população. Revista Saúde e Pesquisa, v. 7, n. 3, p. 525-530, set./dez. 2014.
2. CRFSP descarte de medicamentos [Internet]. Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. São Paulo (BR) 2012. [acessado em 16 julho 2018]. Disponível em: https://portal.crfsp.org.br/noticias/3391-descarte-de-medicamentos-sp-11810945.html.
3. ANVISA: Medicamentos. Descarte de Medicamentos: Responsabilidade Compartilhada [Internet]. Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA, 2014. Brasil. [acessado em 26 junho 2018]. Disponível em: https://www.portal.anvisa.gov.br/descarte-de-medicamentos.
4. IBGE apps-populacao-projecao [Internet]. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas IBGE, 2018. Brasil. [acessado em 26 junho 2018]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/.
5. Ueda J.; Tavernaro R.; et al. Impacto ambiental do descarte de fármacos e estudo da conscientização da população a respeito do problema. Revista Ciências do Ambiente On-Line Julho, 2009 Volume 5, Número 1.
6. ROCHA, B. S. et. al Caracterização dos medicamentos descartados por usuários da Farmácia Popular do Brasil/ Farmácia-Escola da UFRGS. In: IX Salão de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Salão de Extensão, v.13, n.3, p. 5-25, 2009.
7. Ramos H.M.P.; Cruvinel V.R.N. et al. Descarte de medicamentos: uma reflexão sobre os possíveis riscos sanitários e ambientais. Ambiente & Sociedade São Paulo v. XX, n. 4 p. 149-174 out.-dez. 2017.



*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil – BR1808868191 – Ago/2018

Dra. Mardeny Milesi - CRF 19.680
Farmacêutica Bioquímica (1994)
Farmacêutica Industrial – Modalidade Fármaco e Medicamentos (1995)
Especializada em Microbiologia Industrial
Especialização em Farmácia Clínica (em curso)
Especialização em Oncologia Clínica (em curso)
Amplo conhecimento em logística
Implantação de Gerenciamento de Resíduos – Hospital San Paolo e Villa Lobos
20 anos de experiência em Farmácia Hospitalar