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05/09/2018

No início a esquizofrenia se manifesta com a pessoa tendo sensação de estranheza. Para ela o mundo vai se tornando diferente e ela vai ficando mais retraída e acaba se isolando. Muitos jovens começam a não sair mais de casa, se escondendo atrás das mídias sociais e criando um mundo próprio, fugindo de contatos com pessoas do seu círculo social.1 A maioria também apresenta desânimo, fica muito tempo sem se movimentar, apresenta comportamento agressivo e perde a vontade em realizar suas atividades diárias, em parte por não sentir prazer nelas e em parte, por novas dificuldades relativas à memória ou em realizar tarefas cotidianas de forma organizada.2 Esse comportamento também tende a alimentar o aparecimento gradativo das alucinações e delírios. Assim eles passam a ser rotulados de esquisitos.

O Esquizofrênico

De forma geral o esquizofrênico é uma pessoa jovem, bastante inteligente, mas que já apresenta um comportamento de isolamento. Há uma dificuldade em expressar os sentimentos e emoções, passando a impressão de que perdeu estas capacidades. Na realidade a pessoa continua tendo seus sentimentos e emoções e fica angustiada por não conseguir demonstrá-las. É como se estivesse alheia ao que se passa à sua volta e a vida fosse um filme monótono em branco e preto.3 A esquizofrenia também se manifesta em jovens que costumam usar drogas (como maconha e outras substâncias que atuam no sistema nervoso) fazendo desencadear o quadro da doença.4

Homens e mulheres podem ser vítimas da esquizofrenia

A esquizofrenia costuma se manifestar igualmente nos dois gêneros, ou seja, tanto homens como mulheres podem desenvolver a doença. O início é mais precoce entre homens. Estudos apontam que cerca de 1% (um) da população em geral apresenta algum traço de esquizofrenia.5 Ainda segundo pesquisas, em cada 100 mil habitantes, surgem de 30 a 50 novos casos por ano. Quando tem início após os 45 anos de idade, é caracterizado como início tardio.

Sintomas Positivos e Negativos da esquizofrenia

A esquizofrenia caracteriza-se pela presença de sintomas positivos, que podem ser observados nas alterações do pensamento, a pessoa tem a sensação de eco, ou que roubam ou irradiam seu pensamento. Geralmente há desorganização, pensamento ilógico, discurso incoerente, pobre e concreto. Apresenta comportamento excêntrico, bizarro, por vezes com revelações ou conversões filosóficas e religiosas, e uma concepção de mundo e dos valores própria, sem nexo com a realidade. Há presença de ideias delirantes de influência, de perseguição, de grandeza e místicas. As alucinações mais frequentes são as auditivas: vozes conversando entre si, vozes fazendo comentários, vozes imperativas. 3,5

Já para os sintomas negativos podemos observar uma desorganização afetiva, infantilidade, contradição, apatia, contato visual superficial, isolamento, retraimento social e pobreza de discurso. Conforme a doença evolui há redução dos sintomas positivos e aumento dos negativos.

As vozes

Nem sempre o paciente esquizofrênico ouve vozes. Esse sintoma vai depender do tipo de esquizofrenia que a pessoa apresenta. Nos casos da esquizofrenia hebefrênica a pessoa pode ou não ter alucinações. Quando presentes, essas alucinações são referidas como vozes dentro da cabeça, que conversam com ele, fazendo-o sentir-se atormentado.3 Ao perceber este sinal, a família ou pessoas próximas têm um papel fundamental para que o indivíduo possa receber o diagnóstico e tratamento adequado, sem maiores sofrimentos. 6

A dupla personalidade

A pessoa com esquizofrenia não tem dupla personalidade. O que acontece é que ela tem o que os especialistas chamam de personalidade cindida. Isso significa que a partir do momento em que a esquizofrenia se manifesta tudo o que ela era antes se rompe, não tem mais importância ou deixa até de existir. A pessoa passa a acreditar que a realidade se apresenta de uma maneira diferente, suas ideias e pensamentos apresentam conteúdos que para ela são verdade, mas que não estão realmente acontecendo.3

O esquizofrênico fica mais distante, sente-se indiferente diante de situações importantes, permanece longos períodos em posições estranhas, entre outros comportamentos que caracterizam essa ruptura. Algumas pessoas têm consciência desse comportamento e percepção da gravidade da doença, e é aí que existe o risco de suicídio.7

A esquizofrenia não tem cura

A esquizofrenia é uma doença que não tem cura, mas tem controle. Se for diagnosticada no início e se o paciente seguir corretamente o tratamento indicado, com o apoio da família, há grande chance de ele levar uma vida normal.1 O tratamento é para a vida toda, mas em muitos casos o esquizofrênico alcança um controle tão bom que consegue se manter em um bom emprego, se casar e até mesmo constituir família.8