Epilepsia: Diagnóstico e Acompanhamento

A importância do diagnóstico e tratamento adequado da epilepsia

Aumento da epilepsia em países em desenvolvimento

Segundo estudos, as taxas de incidência anual de epilepsia no mundo giram em torno de 40 e 70 casos para cada 100.000 pessoas se elevando para 122 a 190 nos países em desenvolvimento. Embora menos frequentes, as causas parasitárias estão presentes nos países em desenvolvimento devido aos maus hábitos de higiene, como não lavar bem as verduras, expondo as pessoas a neurocisticercose (ovos de solitária no cérebro). Entre as causas mais comuns estão infecções virais ou bacterianas, traumatismo craniano, tumores e má formação cerebrais, entre outras 1. A incidência de epilepsia é maior no primeiro ano de vida e volta a aumentar após os 60 anos de idade. A probabilidade geral de ser afetado por epilepsia ao longo da vida é de cerca de 3%.

Porque as crises epilépticas acontecem?3

No sistema nervoso central a comunicação entre neurônios se realiza através de estímulos conhecidos como sinapses, que podem ser elétricas ou químicas. As sinapses elétricas são formadas pela aproximação de dois neurônios que geram impulsos conhecidos como junções comunicantes. Na epilepsia esses sinais elétricos oscilam muito rapidamente favorecendo a formação das redes neuronais geradoras de crises. Por isso, a crise epiléptica é definida como um distúrbio inesperado da atividade elétrica cerebral causada por descargas súbitas e excessivas dos neurônios.

As crises são imprevisíveis4

Embora algumas pessoas sintam pequenos sinais de que a crise está por vir, na grande maioria dos casos elas são imprevisíveis, inevitáveis e não há sintomas de alerta. Sobretudo em pessoas que não estão recebendo o tratamento adequado, uma crise pode acontecer de forma inesperada com a pessoa dirigindo, conversando, tomando banho, fazendo uma refeição ou qualquer outra situação.

As complicações4

A crise pode representar maior perigo, caso no momento em que ocorrer, a pessoa esteja em alguma situação como em lugares altos, dirigindo, praticando algum esporte que necessite equilíbrio, etc. Nesses casos a pessoa corre o risco de cair, bater a cabeça e ter alguma lesão séria por conta do acidente.

Especialistas que cuidam do epilético4

O neurologista é o médico mais recomendado para diagnosticar, tratar e acompanhar casos de epilepsia e suas crises. Contudo, alguns pediatras e clínicos gerais também estão aptos a diagnosticar e até tratar.

Diagnóstico4

A investigação da epilepsia começa com pedidos de exames e o eletroencefalograma, a tomografia ou uma ressonância são suficientes. Mesmo assim, é importante basear-se na história do paciente, especialmente para identificar o tipo de crise, se focal ou generalizada, para só então recomendar um tratamento mais específico e adequado.

Tratamento da epilepsia4

Hoje a medicina evoluiu bastante e existem vários medicamentos antiepilépticos capazes de evitar a ocorrência das crises. Inclusive há remédios específicos para cada tipo de crise: focal ou generalizada. Então o ideal é que o médico faça o diagnóstico correto antes de decidir a medicação.

Referências bibliográficas:

1. Gallucci Neto J e Marchetti R.L. Aspectos epidemiológicos e relevância dos transtornos mentais associados à epilepsia. Rev Bras Psiquiatr. 2005;27(4):323-8.
2. Kwan P, Sander JW. The natural history of epilepsy: an epidemiological view. J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2004;75(10):1376-81.
3. da Silva R.A. do V.; Salviano G. L. B.; Zanetti A. C.; et al. Papel das Sinapses Elétricas em Crises Epilépticas. J Epilepsy Clin Neurophysiol 2010;16(4):149-154. 2005;27(4):323-8.
4. Fisher R.S.; Acevedo C.; et al. A practical clinical definition of epilepsy. Epilepsia, 55(4):475–482, 2014.
*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil

BR1811918457 – Novembro/2018



Dr. Rodrigo Rizek Schultz – CRM 80.201

Professor de Neurologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Santo Amaro, UNISA

Presidente da Associação Brasileira de Alzheimer, ABRAz Nacional

Coordenador do Ambulatório de Demência Grave do Setor de Neurologia do Comportamento da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP

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13/11/2018