Disfunção Erétil

01/06/2017


O que é disfunção erétil?

A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de atingir ou manter a ereção suficiente para ter uma relação sexual satisfatória.

É um problema comum?

Sim. Estudos feitos em vários países do mundo, inclusive no Brasil, mostram que até metade dos homens com idade entre 40 e 70 anos podem apresentar DE.

Quais são as causas da disfunção erétil?

A DE pode ser classificada como orgânica, isto é, relacionada a algum problema vascular, neurológico ou hormonal; e psicogênica, ligada a problemas como depressão, ansiedade e estresse.

Os principais fatores de risco para um homem desenvolver disfunção erétil (DE) são diabetes, pressão alta, colesterol alto, doenças vasculares e cirurgia da próstata. Hábitos como fumo, alcoolismo, uso de drogas e vida sedentária, bem como alguns medicamentos, também aumentam o risco de desenvolver disfunção erétil.

Existe uma forte associação entre depressão e disfunção erétil. Um estudo mostrou que a prevalência de depressão chega a 54% dos homens com a doença, significativamente maior do que na população sem a disfunção, ou seja, do grupo controle (21%). Contudo, não se sabe ao certo se a disfunção erétil é a causa da depressão ou vice-versa, mas o fato é que uma condição tem consequências sobre a outra.

Outros distúrbios psicológicos que se associam com DE são: estresse, tristeza, insatisfação com a parceira, redução salarial recente superior a 20%, atitude pessimista, mudança de cônjuge e mudança de emprego.

Diagnóstico

Uma das ferramentas diagnósticas que podem ser usadas para o rastreamento da DE é o Índice Internacional da Função Erétil, que já foi traduzido e adaptado para a língua portuguesa e validado em população brasileira. Esse questionário composto por 15 perguntas avalia toda a função sexual, porém as perguntas 1, 2, 3, 4, 5, e 6 avaliam especificamente a função erétil. O questionamento deve ser ativo para homens com maior risco de apresentarem DE (diabéticos, hipertensos, portadores de doença vascular, usuários de medicamentos que podem causar DE, obesos, tabagistas, etilistas e sedentários).

Esse tipo de ferramenta também pode ser usado durante o tratamento. Para avaliar a sua eficácia, veja abaixo:

Referências

1.Burnett , A.L.: Erectile dysfunction. The Journal of urology 2006; 175 (3 Pt 2): S25-31.
2. Feldman, HA; Goldstein, I; Hatzichristou, DG; Krane, RJ; McKinlay, JB. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. The Journal of urology, 1994; 151(1): 54-61.
3.Derby, C.A.; Mohr, B.A.; Goldstein, I.; Feldman, H.A.; Johannes, C.B.; McKinlay, J.B.. Modifiable risk factors and erectile dysfunction: can lifestyle changes modify risk? Urology 2000; 56(2): 302-306.
4.Shabsigh, R.; Klein, L.T.; Seidman, S.; Kaplan, S.A.; Lehrhoff, B.J.; Ritter, J.S.. Increased incidence of depressive symptoms in men with erectile dysfunction. Urology 1998; 52(5): 848-852.
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6.Rosen, R.C.; Riley, A.; Wagner, G.; Osterloh, I.H.; Kirkpatrick, J.; Mishra, A.. The international index of erectile function (IIEF): a multidimensional scale for assessment of erectile dysfunction. Urology 1997; 49(6): 822-830.
7.Gonzales AI, Sties SW, Wittkopf PG, Mara LS, Ulbrich AZ, Cardoso FL, Carvalho T: Validation of the International Index of Erectile Function (IIFE) for use in Brazil. Arquivos brasileiros de cardiologia 2013; 101(2): 176-182

*Conteúdo criado por: Dr. Daniel Freire – CRM: 97368-SP
*Este conteúdo não reflete necessariamente a opinião da Sandoz do Brasil
BR1704628501 – Abril / 2017