Contracepção Oral - Simples x Combinada

26/03/2018

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Muitas mulheres praticam algum método contraceptivo a fim de evitar uma gravidez indesejada.
Anel contraceptivo, adesivo transdérmico, aplicação intramuscular, implante subcutâneo e DIU são alguns dos métodos hormonais disponíveis. No entanto, as pílulas são ainda o método mais comumente difundido.1

 

Benefícios das pílulas anticoncepcionais2

As pílulas, além de evitarem a gravidez, também trazem outros benefícios para a saúde e o bem-estar da mulher:

•  Menstruações regulares e de mais curta duração, pois as pílulas deixam os fluxos mais leves, ou seja, menos abundantes
(havendo menor perda de hemoglobina, contida nos glóbulos vermelhos, e consequentemente menor chance de desenvolvimento de anemia ferropriva).

•   Pele com aparência mais bonita: alguns hormônios das pílulas podem diminuir a ocorrência de acne (espinha) e proporcionar expressiva melhora da pele acneica. Também é observada uma melhora no quadro de hirsutismo (desenvolvimento de pêlos por motivos hormonais).

•   Podem atenuar ou fazer desaparecer as cólicas menstruais (dismenorreia) e, com frequência, melhoram a TPM (tensão pré-menstrual) por eliminar a ovulação.

•   Também estão associadas à diminuição das chances de ocorrência de câncer de endométrio e de ovário, assim como de cistos ovarianos. Pouco interferem no risco de câncer da mama, e de outros em geral.


Mas a pílula evoluiu!2

Existem muitos tipos de pílulas e, atualmente, suas composições são mais modernas, com menores doses hormonais, as quais são adequadas para cada condição. Por isso, é fundamental consultar um ginecologista para que ele possa indicar qual a pílula é a mais adequada para você.

Podemos contar com as pílulas combinadas, que associam o estrogênio (etinilestradiol ou estradiol) com um progestagênio (há inúmeros desses hormônios sintéticos, que variam segundo o tipo de pílula), bem como com pílulas de progestagênio que têm somente esse hormônio em sua composição. Os dois tipos são igualmente eficazes para evitar a gravidez, mas possuem algumas diferenças, que a seguir analisaremos.


Pílula Combinada2

Este método combina dois hormônios: o estrogênio e o progestagênio. A tomada é diária por 21 dias com pausa de sete ou por 24 dias com pausa de quatro. O sangramento ocorre neste período de pausa (em geral após 24 horas do último comprimido), sendo de pequeno volume. Pode haver raros escapes (sangramento iatrogênico) durante o uso do medicamento, que são facilmente controlados.

Existem mulheres para as quais há contraindicação ao uso de estrogênio, como as com certas alterações cardiovasculares, as sedentárias, obesas, as fumantes com mais de 35 anos de idade ou para aquelas que estão amamentando.

As pílulas combinadas podem ser tomadas de modo contínuo (sem interrupções) até por um ano ou por menos (três, quatro, seis meses), sem provocar qualquer complicação importante a não ser ocasionais sangramentos iatrogênicos. Este método de administração atende desde mulheres que não querem menstruar (porque não gostam) até aquelas com condições ou doenças em que se faz necessário esse controle, por exemplo: cólicas intensas, tensão pré-menstrual grave e sangramento uterino abundante (quando forem resistentes ao tradicional método descontínuo); a endometriose, a miomatose uterina e, em especial, a cefaleia pré-menstrual intensa (esta dor de cabeça pode existir inclusive em mulheres que recebem pílulas combinadas em regime descontínuo).


Pílula de Progestagênio1

Neste método também se deve tomar a pílula todos os dias sempre à mesma hora (aproximadamente), não havendo intervalos entre as cartelas. A vantagem é a segurança para as mulheres com as especificações que citamos acima. A única desvantagem é a eventual ocorrência de sangramentos (iatrogênicos), que são de fácil tratamento. A indicação mais habitual dessa pílula é para mulheres que estão amamentando, pois não interfere na quantidade nem na qualidade do leite.



Conteúdo adaptador por: Dr. Geraldo Rodrigues de Lima - CRM - SP 5350

Professor (aposentado) do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP).
Na EPM – UNIFESP atuou como chefe da disciplina de oncologia genital e mamária.
Ex-diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP). 

 

*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil. Março/2018 – BR1803793335

Referências:

1.  https://www.dicasdemulher.com.br/conheca-os-hormonios-usados-nas-pilulas-anticoncepcionais/
2.  https://youngwomenshealth.org/pilulas-anticoncepcionais-todos-os-guias/