Colesterol e a saúde do coração Você sabia que estar atento as taxas de colesterol pode ser o caminho para uma vida mais saudável?

01/08/2017

As doenças cardiovasculares e cerebrovasculares são as que mais matam nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Tais doenças acometem mais pacientes, pois, os depósitos de gorduras na parede dos vasos causam trombose e obstrução levando aquadros de infarto do músculo do coração e/ou acidente vascular cerebral (derrame). Entre os vários fatores de risco para estas doenças destaca-se o colesterol elevado.

O colesterol não é um vilão.

Também conhecido como lipídeo (gordura), o colesterol é um elemento químico fundamental para a formação de todas as células do nosso organismo, importante na função das células, na produção de hormônios e para produção e armazenamento de energia no nosso organismo.

Diferenças entre colesterol bom e ruim

Para o colesterol total ser transportado no sangue é necessário estar ligado às proteínas, denominadas de lipoproteínas, daí a sigla HDL (lipoproteína de alta densidade) e LDL (lipoproteína de baixa densidade). O HDL é conhecido como o colesterol bom por estar associado à uma proteção que reduz os riscos de doenças cardiovascular. Já o LDL, conhecido como “ruim”, pois sua elevação se associa a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares como infarto, derrame e entupimento dos vasos.

Afinal, qual a relação do colesterol e alimentação?

O aumento do colesterol ocorre principalmente pela ingestão de alimentos com muita gordura. Quando optamos por opções mais gordurosas, o fígado passa a sintetizar mais colesterol a partir desta gordura da alimentação. Quando o colesterol volta à circulação, entope os vasos sanguíneos causando infarto no coração, derrame no cérebro e trombose, por exemplo.
Existem também problemas genéticos onde o colesterol é produzido em excesso pelas células do fígado e não são adequadamente metabolizados levando a doença conhecida como hipercolesterolemia familiar.

Sim, o tratamento começa pelo prato.

O primeiro passo para tratar o colesterol, é reduzir a ingestão de gorduras de origem animal, praticar exercícios físicos e consequentemente reduzir o peso, evitando o sedentarismo e a obesidade. Quando essas medidas falham, existem princípios ativos potentes chamados de “estatinas” que inibem a ação da enzima que promove a síntese do colesterol, reduzindo assim os níveis sanguíneos elevados e diminuindo o depósito de colesterol nas paredes dos vasos.
Em outras palavras, a adoção de uma alimentação com muita gordura de origem animal e gorduras saturadas ou transformadas colaboram para elevar ainda mais os níveis de colesterol.

Com colesterol elevado, o risco mora ao lado.

O colesterol elevado aumenta o risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares em todas as idades. Vale lembrar que o excesso de peso, o sedentarismo, a pressão alta, diabetes e o hábito de fumar ou beber aumenta muito o risco de o paciente adquirir doenças relacionados ao colesterol alto. Outra complicação grave é a inflamação do pâncreas (pancreatite) causada pela deposição de um tipo de colesterol conhecido como triglicérides.

Você sabe como estão as suas taxas de colesterol?

De um modo geral, o colesterol é de difícil diagnóstico, já que o paciente não apresenta sintomas no caso de colesterol alto, principalmente em diagnósticos de hipercolesterolemia família. Neste caso, o colesterol pode depositar na córnea, na pele, principalmente nas pálpebras, logo abaixo dos olhos, nas articulações, causando manchas chamadas xantomas ou xantelasmas e nos tendões causando nódulos ou caroços.

Até crianças podem ter colesterol elevado!

Com os hábitos alimentares ruins é cada vez mais frequente, encontrarmos crianças e adolescentes com obesidade e com o colesterol elevado não é uma surpresa. Em algumas regiões do Brasil, o diagnóstico atinge até 15% dos adolescentes. Já a doença genética hipercolesterolemia familiar pode ser encontrada em criança em idade escolar.

E os magrinhos estão livres de colesterol?

Pessoas magras também podem ter colesterol elevado sim, mas sem dúvida pacientes diagnosticados com obesidade mórbida apresentam com maior frequência taxas elevadas de colesterol, sendo frequente nestas pessoas também a presença de Diabetes.

A receita do colesterol saudável

Desde a infância incorporar hábitos alimentares saudáveis, com ingestão de alimentos com baixo teor de gordura animal, dando preferência para carnes magras, carnes de aves, peixes, legumes, frutas e alimentos com fibras, que colaboram diretamente para a receita de saúde do coração. Além disso, a adoção de atividade física regular e evitar a ingestão de bebida alcoólica, são hábitos que colaboram diretamente.
O exercício aeróbico, quando praticado três vezes por semana durante uma hora, está associado a redução significativa das triglicérides, redução discreta do colesterol ruim (LDL) e aumento do colesterol bom (HDL). Ainda, indiretamente ajuda a manter o peso e evitar a obesidade.

*Conteúdo elaborado por:
Professor DR. Dirceu, Rodrigues de Almeida. CRM – SP 53852
Doutor em medicina pela Universidade Federal de São Paulo
Cardiologista e professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo

*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil
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