Outubro rosa Um mês para a conscientização de homens e mulheres

30/11/2017

Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, doença que corresponde a cerca de 25% dos casos de câncer diagnosticados em mulheres por ano no mundo. Mas, o que muita gente não sabe é que os homens também podem ser diagnosticados com câncer de mama.

COMO O CÂNCER DE MAMA APARECE?

Normalmente, o câncer de mama apresenta como primeiro sintoma o aparecimento de um nódulo (caroço). É importante ficar atenta (o), pois alguns nódulos podem ser benignos ou malignos e isso define ou aumenta as chances do diagnóstico da doença.
Os nódulos que surgem na região das mamas e abaixo das axilas são os principais sintomas, mas existem outros como:
• Dor ou inversão do mamilo;
• Vermelhidão ou descamação do mamilo;
• Secreção pelo mamilo, sanguinolenta ou aquosa;
• Inchaço irregular em parte da mama, que pode ficar quente e vermelho;
• Irritação ou retração na pele ou rugosidade semelhante à casca de laranja;
• Nos casos mais adiantados, é possível aparecer ulceração na pele e odor desagradável.

QUEM PODE TER?

O risco de contrair o câncer aumenta a partir dos 50 anos de idade. Apesar de 80% dos casos serem diagnosticados nessa faixa etária, mulheres jovens também podem ser diagnosticadas a partir dos 30 anos. É importante considerar o histórico familiar, isto é, câncer em parentes muito próximos, principalmente antes dos 50 anos. Em homens, a doença costuma aparecer após os 60 anos. Muitas vezes associado a alguma mutação genética, hereditariedade, obesidade, ao aumento de hormônios femininos, ou de medicamentos para o tratamento do câncer de próstata.

COMO PREVENIR?

É muito importante que as mulheres a partir dos 20 anos, uma vez por mês façam o autoexame das mamas. É um procedimento simples e muito importante para identificar nódulos.
Mas atenção: o autoexame não é o único método de diagnóstico, pois este câncer, quando não avançado, é imperceptível ao toque. Por isso, a visita anual ao seu médico é fundamental. Após os 40 anos, é indicado que as mulheres realizem pelo menos uma vez ao ano o exame de mamografia.
A adoção de uma alimentação saudável (evitar excesso de gorduras) e atividade física regular podem diminuir em até 28% o risco deste câncer. Manter o peso adequado, dormir bem, evitar o consumo de álcool e de tabaco, também são boas recomendações. Amamentar também protege a mama de desenvolver um futuro câncer.

COMO TRATAR?

O tratamento do câncer de mama inclui mastectomia, quimioterapia, radioterapia e bloqueadores hormonais. Além disso, existe também a chamada “terapia alvo”, um novo tipo de tratamento que usa substâncias para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas, provocando menos efeitos colaterais no paciente.

TRATAMENTO PÓS-ALTA

O tamoxifeno é uma droga antiestrogênica. O estrogênio é o principal hormônio que propicia a multiplicação de células mamárias e, consequentemente, o nascer do câncer. Para isso, o estrogênio necessita ocupar os seus receptores (espécie de pequeninas cadeiras situadas nas células), onde o hormônio se senta para poder agir.
O medicamento tamoxifeno não deixa que isto aconteça, pois bloqueia estes receptores. Desta forma, evita que células malignas ocultas em diferentes órgãos se multipliquem, assim como o aparecimento de um novo câncer na (s) mama (s). Também impede que algumas lesões pré-cancerosas se tornem cancerosas. É indicado após o tratamento cirúrgico e ou radioterápico, na dose de 20 mg/dia por tempo prolongado (até 10 anos). As mulheres cujo tumor tem receptores de hormônios respondem melhor do que aquelas que não os possuem.

Os efeitos colaterais de maior importância são fogachos (ondas de calor) que podem ser tratados com a prática de exercícios físicos e uso de antidepressivos, desde que exista indicação médica.

Referência Bibliográfica:

Rodrigues de Lima, G, Soares Júnior J.M, Baracat, E.C
Magalhães, J. Hormoniaterapica .In:
Ginecologia Clínica, Rodrigues de Lima, G (editora Atheneu, São Paulo, 2015, p.175-192)

Fonte da matéria:

http://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,apesar-de-raro-cancer-de-mama-tambem-pode-afetar-homens,10000080905

Dr. Geraldo Rodrigues de Lima - CRM - SP 5350

Professor (aposentado) do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Na EPM – UNIFESP atuou como chefe da disciplina de oncologia genital e mamária.
Ex-diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP).

*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil. Outubro/2017 - BR1710724432