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26/10/2018

Como nasceu o Outubro Rosa?

O movimento nasceu nos Estados Unidos, na década de 90, com o objetivo de estimular a participação da população no controle do câncer de mama, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuindo para a redução da mortalidade. A data é celebrada anualmente, inclusive no Brasil1

Do que a mama é formada?

Para entender as possíveis alterações da mama, é importante entender a constituição dela e o que é o sistema linfático

As mamas são formadas por 3 tipos de tecidos diferentes: conjuntivo, glandular (produção de leite) e adiposo (gordura). Na mamografia, o tecido conjuntivo e glandular é visto pela imagem branca (densa) e o tecido adiposo pela imagem preta. (Figura 1)

Tecido conjuntivo é o tecido responsável por conectar, nutrir, proteger e sustentar os outros tecidos do organismo.

Figura 1: Imagem comparativa de uma mama densa e uma mama gordurosa na mamografia. Crédito: Dr. Kathy Cho. NIH Radiolog

O tecido glandular é formado pelos lobos, lóbulos e ductos (Figura 2)

• Lóbulos: formados por um conjunto de glândulas produtoras de leite materno

• Lobos: conjunto de lóbulos

• Ductos: tubos que conectam os lobos e transportam o leite para ser ejetado pelo mamilo

Figura 2: Composição da mama feminina. Crédito: andegro4ka/iStock.com

Sistema Linfático

Faz parte do nosso sistema imunológico (defesa), formado por linfonodos e vasos linfáticos (Figura 3)

Figura 3: Sistema linfático mamário. Crédito: Don Bliss/National Cancer Institute

• Vasos linfáticos: tubos finos que carregam um líquido chamado linfa, levando-o até os linfonodos

• Linfonodos pequenos órgãos em formato de um grão de feijão, responsáveis por filtrar a linfa, ajudando no combate de doenças e infecções

Alterações da mama que devem ser checadas com o médico:

1. Caroço (nódulo) ou região endurecida

• Nódulo na região da mama ou abaixo do braço

• Tecido endurecido ou espesso na região da mama ou abaixo do braç

• Alteração no tamanho ou no formato da mama

Os nódulos podem aparecer em diferentes tamanhos e formatos. A maioria dos nódulos são benignos, ou seja, não são câncer.

Caso palpe um nódulo, verifique a outra mama. Se as duas mamas são similares ao toque, provavelmente não há alteração, pois, o tecido mamário normal ter o aspecto irregular. O auto-exame regular pode te ajudar a aprender como sua mama é ao toque normalmente, facilitando a identificação quando alguma alteração surgir. O auto-exame não substitui a mamografia. Sempre procure ajuda de um profissional da saúde na avaliação de nodulações, mesmo que pareça não ser nenhuma alteração.

2. Alteração nos mamilos

• Saída de secreção pelo mamilo que não é leite materno. Pode ser de vários aspectos e cores, e não é um sinal comum de câncer. Pode ser causado por pílulas anticoncepcionais, medicamentos e infecções. Atenção especial se o líquido tem aspecto sanguinolento ou se sai espontaneamente.

• Inversão do mamilo

3. Alterações na pele

• Coceira, vermelhidão, descamação ou enrugamento

Alterações esperadas na mama durante a vida

A maioria dessas alterações ocorrem por causa dos hormônios, como o aumento das mamas, e a dor durante o período menstrual. Na menopausa, as mamas perdem tecido glandular e gordura, diminuindo de tamanho. Na gravidez, as mamas aumentam e ficam com aspecto encaroçado, devido a produção de leite

O que é câncer de mama?

O câncer de mama pode se apresentar como uma doença localizada, ou ainda pode invadir tecidos vizinhos à mama ou se disseminar por via sanguínea ou linfática, acarretando as metástases. A forma mais comum de disseminação é pela linfa, e os linfonodos axilares são os mais frequentemente acometidos. Quando ocorre disseminação pela via sanguínea, as metástases normalmente se localizam nos ossos, pulmões, fígado e cérebro 2

Quais os sintomas?

Como é feito o diagnóstico4 ?

Exame clínico: o médico avalia as mamas, mamilos e axilas. É muito importante informar sobre a história familiar, ou seja, doenças em membros da família próximos.

Mamografia: É um raio-x da mama, e identifica tumores muito pequenos, ainda não palpáveis. Durante o exame, ambas as mamas são prensadas entre duas placas de plástico. É normal sentir desconforto, mas se for muito doloroso, informe o técnico do exame na hora. O melhor período para fazer o exame é ao final da menstruação, onde as mamas já não estão tão sensíveis.

A mamografia é usada tanto para investigação como diagnóstico

Investigação: exame realizado para pesquisa de alterações em mulheres que não apresentam nenhum sinal de câncer.

Diagnóstico: se existe algum sintoma, um exame mais detalhado é realizado. Mais fotos são tiradas, de diferentes ângulos, podendo ser necessário o aumento da imagem em alguns casos.

Avise ao técnico a presença de próteses de silicone, elas podem interferir na avaliação, e em alguns casos uma técnica especial poder ser empregada, na tentativa de diferenciar a imagem das próteses do tecido mamário.

Figura 4: Resultados de mamografia.
Crédito: National Cancer Institute

O que a mamografia pode mostrar

Nódulos e calcificações são algumas das alterações que podem aparecer no exame. O médico radiologista avaliará o exame, comparando com exames prévios, sempre que possíve

Nódulos: podem ser de diferentes tamanhos e formatos. O médico pode optar por repetir a mamografia, solicitar um ultrassom de mamas para verificar se o nódulo é sólido ou preenchido por líquido, ou até mesmo uma biópsia.

Calcificações: ocorre quando o cálcio é depositado no tecido mamário. Não são um sinal comum de câncer, mas dependendo do aspecto que estão agrupados, pode ser necessário realizar mais testes e até uma biópsia.

Ressonância magnética (RM): é um exame que avalia a mama através de ondas de rádio em um campo magnético potente. Esse exame não substitui a mamografia, é indicado como um exame complementar em mulheres com alto risco de desenvolver a doença (mutações do gene BRCA1 ou BRCA2, história familiar de câncer de mama e história médica pessoal)

Biópsia da mama: é um procedimento realizado para retirar amostras de tecido mamário ou um nódulo inteiro. O médico patologista avalia no microscópio as amostras, pesquisando sinais de doença. É a única maneira de descobrir se as células são realmente cancerígenas.

Tenho uma alteração na mama, e agora?

• Não aumentam o risco para câncer: Adenose (lóbulos mamários aumentados de tamanho), Cistos (caroços preenchidos de líquido), Necrose adiposa, Fibroadenoma e Papiloma intraductal.

• Aumentam o risco para câncer: Hiperplasia atípica lobular e Hiperplasia atípica ductal

Números da doença

O câncer de mama é o tipo que mais acomete as mulheres em todo o mundo, com mais de 2 milhões de casos novos e em torno de 657 mil mortes por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).5 Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), a estimativa para o Brasil é de 60 mil novos casos, o que representa quase 30% do total dos cânceres da mulher6

Só a mulher pode ter câncer de mama?

Em hipótese alguma. Apesar da prevalência feminina ser maior, a proporção em homens e mulheres é de 1:100. Ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. 7

Tem tratamento?

Basicamente, o tratamento contra o câncer de mama se resume em7 :

• CIRÚRGICO: Envolve os tratamentos conservadores, aqueles que preservam a mama como as tumorectomias, quadrantectomias e os radicais - conhecidos como mastectomias.

• CLÍNICO: Trabalha com vários tipos de medicamentos chamados quimioterápicos e hormonioterápicos, cada qual com sua função e efeito colateral. Além disso, existe a radioterapia que deve ser empregada na sequência do tratamento cirúrgico, conservador ou em casos específicos de câncer avançado.

O tratamento é individualizado, cada caso é estudado individualmente e o tratamento mais adequado é indicado pelo especialista. 8

Quem é o especialista?

Tanto o oncologista quanto o mastologista podem diagnosticar a doença.


Referências bibliográficas:

1. http://www.inca.gov.br/wcm/outubro-rosa/2015/movimento-outubro-rosa.asp
2. Cancer.Net editorial board. Breast Cancer: Introduction [Internet]. Alexandria, US: American Society of Clinical Oncology; [c2005-2018; revisado em: abril 2018; acessado em: 13 set 2018] Disponível em: https://www.cancer.net/cancer-types/breast-cancer/introduction
3. http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-mama/1383/34/
4. https://www.hcancerbarretos.com.br/pesquisas/92-paciente/tipos-de-cancer/cancer-de-mama/163-como-realizar-o-diagnostico-do-cancer-de-mama
5. Ferlay J et al. Global Cancer Observatory: Cancer Today [Internet]. Lyon, France: International Agency for Research on Cancer. [c2018; acessado em 13 set de 2018]. Disponível em: https://gco.iarc.fr/today
6. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Estimativa 2018: incidência de câncer no Brasil [internet]. Rio de Janeiro, RJ: Coordenação de Prevenção e vigilância, INCA. [2017; acessado em 13 set 2018] Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/estimativa-2018.pdf
7. https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-mama
8. https://www.hcancerbarretos.com.br/pesquisas/92-paciente/tipos-de-cancer/cancer-de-mama/164-tratamento-do-cancer-de-mama

*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil – BR1810908759 – Outubro/2018