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12/02/2019

A asma é uma doença caracterizada por uma inflamação crônica dos brônquios, que funcionam como um sistema de tubulação para a passagem do ar da respiração para os pulmões. Quando inflamados, os brônquios se tornam mais estreitos devido ao inchaço e ao aumento da produção de muco local, dificultando a passagem do ar e levando a sintomas como tosse, falta de ar, chiado ou aperto no peito. 1

Assim como a maior parte das doenças crônicas, a asma não tem cura, porém atualmente dispomos de medicamentos para o seu controle, proporcionando qualidade de vida e baixo risco de complicações graves, como internações ou óbito. 2

Alguns dados estatísticos e estimativas, segundo a OMS e o DATASUS sobre a asma:

O que provoca a asma?

A causa exata da doença ainda não foi identificada, mas as pesquisas indicam que a interação entre fatores genéticos e ambientais contribuem para o seu desenvolvimento durante a vida.5

Ambos os sexos podem ser acometidos, sendo que na infância é mais comum em meninos, e na vida adulta a incidência é maior em mulheres.6,7

Dentre as causas para o seu desenvolvimento, se destaca o fator ambiental como o mais frequente. Na asma alérgica, exposições ambientais a ácaros, pelos de animais, pólen, mofo etc., podem desencadear uma crise. 8

Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da doença são:1,8

• Histórico familiar (pais e irmãos) de asma ou rinite alérgica;
• Infecções respiratórias como resfriados, gripes, dores de garganta e infecções sinusais;
• Exposição frequente aos alérgenos respiratórios conhecidos como poeira domiciliar (ácaros), mofo, pelos de animais (sobretudo cães e gatos) e pólens de determinadas plantas.

Como identificar?

Os sintomas mais comuns da asma incluem chiado ou sibilância, falta de ar, aperto no peito, tosse e produção de escarro, mas eles podem ser insuficientes para o diagnóstico correto.1

A suspeita clínica se baseia na presença de sintomas característicos associados à evidência de predisposição alérgica, seja por histórico clínico (individual e/ou familiar) ou por exames laboratoriais. Além disso, sempre que possível, deve ser realizada a prova de função pulmonar, que pode confirmar o diagnóstico de asma.2

Tratamento 2

Por ser uma doença que não tem cura, o melhor cuidado para a asma é o seu controle. As estratégias necessárias para o adequado controle da doença incluem:

Estabelecer um plano de controle da doença, promovendo assim uma melhor educação sobre a doença, métodos de monitorização, identificação precoce de crises e uso regular dos medicamentos prescritos;
Vacinação contra Influenza e pneumonia;
Evitar a exposição a alérgenos respiratórios conhecidos;
Tratar condições que favorecem a asma como coriza, infecções sinusais, doença de refluxo, estresse psicológico e apneia do sono;
Medicamentos de alívio rápido;
Medicamentos para controle de longo prazo.

Os corticosteroides inalados são os principais medicamentos utilizados para o controle da doença; eles agem reduzindo a inflamação crônica dos brônquios, revertendo o estreitamento das vias aéreas.

Os medicamentos com efeito broncodilatador são os que mais aliviam os sintomas de crises, proporcionando alívio rápido, e alguns deles (os de longa ação) também podem ser usados no tratamento de manutenção.

Importante!

Em caso de um ataque prolongado, que não se obtenha alívio com as medicações prescritas pelo médico, deve-se procurar um Pronto Socorro. Os sintomas de uma crise nunca devem ser subestimados. Lembre-se que a busca precoce pelo auxílio médico é sempre a melhor opção!

Referências bibliográficas:

1. Busse WW, Lemanske RF. Asthma. N Engl J Med 2001;344(5):350-62. Comment in: N Engl J Méd. 2001;344(21):1643-4.
2. Asma: causas, sintomas, tratamento, diagnostico e prevenção. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/asma, acessado em 04/01/2019.
3. Asthma. Disponível em: https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/asthma>, acessado em 04/01/2019.
4. IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma. Disponível em: https://sbpt.org.br/portal/publico-geral/doencas/asma-perguntas-e-respostas/>, acessado em 04/01/2019.
5. Cookson W. The alliance of genes and environment in asthma and allergy. Nature. 1999;402(6760 Suppl): B5-11
6. Horwood LJ, Fergusson DM, Shannon FT. Social and familial factors in the development of early childhood asthma. Pediatrics 1985;75:859-68.
7. Martinez FD, Wright AL, Taussig LM, Holberg CJ, Halonen M, Morgan WJ. Asthma and wheezing in the first six years of life. The Group Health Medical Associates. N Engl J Med 1995;332:133-8.
8. Asthma and Allergy Foundation of America. Disponível em: http://www.aafa-md.org/asthma_basics.htm#asthma_b, acessado em 05 de dezembro de 2018.

*Este conteúdo não reflete a opinião da Sandoz do Brasil – BR1901949294 – JAN/19

Dr. Rafael Medeiros Carraro – CRM-SP 109.566

Residência médica em Pneumologia e Transplante Pulmonar pela FMUSP
Doutorando pela Faculdade de Medicina da USP
Médico Assistente da Disciplina de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP